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Novidades Científicas

Scheinberg M, Hamerschlak N, Kutner JM, et al: Rituximab in refractory autoimmune diseases: Brazilian experience with 29 patients (2002-2004) (Rituximab em doenças auto-imunes refratárias: esperiência brasileira com 29 casos) (2002-2004).
Clinical and Experimental Rheumatology 24: 65-69, 2006.

Neste estudo, os autores avaliaram 29 pacientes tratados com rituximab (375mg/m2 por 4 semanas consecutivas ou 2 doses de 1g com intervalo de 2 semanas), com doenças autoimunes refratárias, no período de 2002 a 2004.A Artrite Reumatóide(AR) foi a indicação mais frequente(n=10),seguida da Púrpura Trombocitopênica Idiopática (PTI)com n=8, Lupus Sistêmico (n=5)e Anemia Hemolítica (n=4), além de 1 paciente
com Púrpura Hipergamaglobulinêmica de Waldenstrom (PHW)e 1 paciente com
Fasciíte Eosinofílica.

Todos os pacientes com AR já tinham sido tratados com altas doses de prednisona e não tiveram resposta satisfatória com anti-TNFs.A maioria apresentou diminuição do DAS28 após uso do rituximab, assim como a dose do corticóide pode ser reduzida e, em 3 casos, até suspenso.

Dos pacientes com PTI, 7 tiveram os níveis plaquetários normalizados 3 meses após o tratamento, assim como nos pacientes com LES que já haviam sido tratados com altas doses de CE e pulsoterapia com ciclofosfamida e com melhora dos parâmetros clínicos e laboratoriais, incluindo função renal.

Os 4 pacientes com anemia hemolítica também apresentaram níveis de hemoglobina normais após 3 meses do tratamento. Os pacientes com PHW e com Fasciíte Eosinofílica apresentaram remissão clínica completa e normalização dos parâmetros laboratoriais. Os autores concluem que, apesar das limitações do estudo, os dados
sugerem que o rituximab é uma droga segura e efetiva para pacientes com uma variedade de doenças autoimunes,podendo beneficiar aqueles refratários a outras modalidades de tratamento.

(Dra. Juliana Alexandria Fernandes – Médica assistente do Serviço de Reumatologia do HSPE-“FMO”)

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