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Novidades Científicas

PO 278 (RE0654)

ACOMETIMENTO CARDÍACO NA ESCLEROSE SISTÊMICA

D.B. Pereira: L.J. Amorim, J.L.A. Amaral; N.C. Araújo; J.C.M. Szajubok;W.H. Chahade

Hospital do Servidor Público Estadual "Francisco Morato de Oliveira" - São Paulo - SP

Introdução: A Esclerose Sistêmica (ES) é uma doença difusa do tecido conectivo , caracterizada pelo espessamento da pele e acometimento visceral, especialmente coração, rins, pulmões e trato gastrointestinal. As lesões cardíacas como um todo, são encontradas em cerca de 50% dos casos, sendo responsável por 15% dos óbitos. A morbidade e mortalidade da doença são proporcionais ao grau de acometimento visceral, destacando-se a fibrose do miocárdio que ocorre em cerca de 81% dos casos, embora, repercussões clínicas sejam relativamente incomuns. Na Síndome CREST este acometimento é raro.

Objetivo: Avaliar o perfil do acometimento cardíaco numa população de 38 pacientes, portadores de Esclerose Sistêmica do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPE), destacando o tempo de duração da doença e a freqüência de alterações cardíacas.

Materiais e Métodos: Foram estudados retrospectivamente, 38 pacientes no serviço de Reumatologia na HSPE-SP, todos preenchendo critérios diagnósticos de ES segundo Colégio Americano de Reumatologia (A.C.R.), com idade média dos pacientes de 63 anos (42-85 anos.) Foram verificadas as seguintes alterações: cardiopatia isquêmica, insuficiência cardíaca congestiva, hipertensão arterial sistêmica, distúrbios de condução e valar, sopro derrame pericárdico, hipertensão pulmonar e hipertrofia de câmaras cardíacas, observado em 9 pacientes (31%), constatados através de exame físico geral, exame físico cardiológico, eletrocardiograma. ecocardiograma e telerradiografia de tórax.

Resultados: Todos os pacientes foram do sexo feminino, com duração média da doença de 24,6 anos (12-51anos). Dentre as formas clínicas de ES, a limitada foi encontrada em 20 pacientes (52,6%), seguida da difusa 16 pacientes (42,1%) e síndrome de superposição em 2 pacientes (5,2%). Os achados mais freqüentes dentre os que tinham acometimento cardíaco foram: hipertensão arterial sistêmica em 5 pacientes (55,5%); distúrbios valvar em 5 pacientes (55,5%); cardiopatias isquêmicas em 4 pacientes (44,4%); insuficiência cardíaca congestiva em 3 pacientes (33,3%; distúrbios de condução em 2 pacientes (22,2%); hipertrofia de câmara cardíacas em 2 pacientes (22,2%) derrame pericárdico em 2 pacientes (22,2%), hipertensão pulmonar em 2 pacientes (22,2%) e sopro cardíaco em 1 paciente (11,1%).

Conclusão: A freqüência dos achados cardíacos em 9 pacientes (31%), mostrou-se inferior ao encontrado na literatura médica (50%). Tais manifestações realçam que os pacientes devem ser submetidos à avaliação cardiológica, mesmo aqueles assintomáticos.


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