PO 207 (RE0349)
PERFIL
DA POPULAÇÃO DO SEXO MASCULINO COM DENSIDADE
MINERAL ÓSSEA NORMAL
V.B.Narciso:
L.J.Amorim; C.M.C.G. Nunes; E.Azevedo; J.R. Anijar;
W.H. Chahade.
Hospital do Servidor Público Estadual "Francisco
Morato de Oliveira" - São Paulo - SP
Introdução:
Osteoporose (OP) é uma desordem esquelética
sistêmica, assintomática cuja prevalência
aumenta com a idade e acomete tanto mulheres, quanto
homens. Os homens perdem densidade mineral óssea
numa velocidade superior a 1%/ano e as taxas de morbidade
e mortalidade pós-fraturas são superiores
no sexo masculino quando comparadas às mulheres.
Até recentemente a OP nos homens recebia menos
atenção e pouco se sabe sobre sua real
prevalência, os fatores que contribuem para a
perda óssea e para o risco de fraturas nesta
população.
Objetivo:
Descreve o perfil da população do sexo
masculino que realizou densitometria óssea no
período de março e novembro de 2003 e
cujos valores da densidade mineral óssea (DMO)
apresentavam-se normais, dando ênfase aos dados:
idade, etnia, índice de massa corpórea
(IMC), fatores de risco para osteoporose e densidade
mineral óssea.
Material
e Métodos: Foi realizado um estudo descrito
de 200 pacientes do sexo masculino submetido a densitometria
óssea no Hospital do Servidor Público
Estadual de São Paulo - Francisco Morato de Oliveira
(HSPE-FMO), no período de março a novembro
de 2003, em aparelho de dupla emissão de raios-X
(LUNAR DPX-L). Dos 200 pacientes, 120 foram constatados
através de inquérito via telefone. Dentre
os casos contatados, foram selecionados 33 que apresentavam
DMO dentro da normalidade. Todos foram submetidos ao
questionário que constava de: identificação,
data da observação, idade, etnia, endereço
da residência, perfil social, fatores de risco.
IMC e resultado da densitometria óssea. Dentre
os fatores de risco foram avaliados: etilismo (consumo
e 2 ou mais doses de bebidas destilada ou duas cervejas/dia)
tabagismo atual, história familiar de osteoporose
com e sem fratura, uso de corticosteróides (dose
equivalente a ³7,5mg/d de predisona), fratura atraumática
ou a pequenos traumas, insuficiência renal crônica
(IRC), hanseníase, transplante de órgãos
ou tecidos, colagenoses, tireoidopatias, hiperpartireoidismo,
hipogonadismo, gastrectomia prévia, imobilização
prolongada e uso de fármacos osteopenizantes.
Resultados:
Dos 120 homens avaliados, 33(27,5%) apresentaram densitometria
óssea dentro do valor da normalidade. Desses
33,24 (72,8%) eram brancos, (de 43 e máximo de
84 anos). O IMC médio foi de 28,23 (mínimo
de 19,80 e máximo de prevalência foi: corticoterapia
5 (15,15%), tabagismo 4 (12,12%), etilismo 4 (12,12%),
tireoidopatias 4 (12,12%), E (9,09%), fármacos
osteopenizantes 3 (9,09%) colagenoses 2(6,06%), imobilização
prolongada 2(66,06%). Não foram encontrados casos
de hanseníase, história familiar de osteoporose
com ou sem fratura, fraturas atraumática ou a
pequenos traumas.
Conclusão:
Apesar dos pacientes acima estudados apresentarem
fatores de risco, manteve-se dentro dos limites da normalidade.
Assim sendo, a presença de fatores de risco não
deve ser considerado único determinante para
desenvolvimento de osteoporose e homens.
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