PO 225 (RE0338)
SÍNDROME
HIPEREOSINOFÍLICA - RELATO DE CASO
V.B.Narciso:
L.J.Amorim; M.N.Marques, C.M.C.G. Nunes, J.C.M. Szajubok;
W.H. Chahade.
Hospital
do Servidor Público Estadual "Francisco
Morato de Oliveira" - São Paulo - SP
Introdução:
Miosite com infiltrado inflamatório eosinofílico
tem sido relatada na literatura, podendo ser parte de
um especto da Síndrome hiperecosinofílica,
sendo focal ou nodular, ou estar associado à
facilite eosinofílica, ou à recém
descrita Síndrome Eosinofila Mialgia, devido
à ingestão de L-triptofano contaminado.
Nessas desordens, os infiltrados ocorrem no perimísio,
com necrose da miofibra, com fraqueza muscular e aumento
de enzimas musculares.
Relato
Caso: MDS, 49 anos, feminino, negra, casada natural
e procedente de São Paulo, deu entrada no Hospital
do Servidor Público Estadual, em junho de 2003,
com diagnóstico de trombose arterial de tibial
posterior e pediosa, acompanhada de necrose isquêmica
dos 4º. e 5º. pododáctilos á
esquerda, mesmo em vigência de anticoagulação
oral (INR: 3,6). Durante o tratamento da trombose foram
observadas alterações hematológicas
(eosinofílica de 51.1% de 23.310 leucócitos,
577.000 plaquetas). Tabagista 36 anos/maço; \G:
VII, P, II; A; V apresentou doença hipertensiva
específica da gravidez em todas as gestações,
e suas perdas fetais foram: 3 no 1º. Trimestre,
1 no 2º. Trimestre e 1 natimorto. Suspeita de tromboembolismo
pulmonar em 1993 e em 1998, infarto agudo do miocárdio
e 1998; infartos esplênicos em 1998 e em 2003.
Exame Físico: Força Muscular grau IV em
tríceps bilateral, demais grupos musculares Força
grau V: Necrose de extremidades de 4º. e 5º.
Pododáctilos à esquerda. Exames Laboratoriais
- Leucocitose (24.510 - 19.300), sem desvio à
esquerda; D-Dímero: > 1000mcg/ml: VHS: 67mm
na 1ª. Hora; níveis de enzimas musculares
creatinofosfoquinase: 1912 µ/L; fator reumatóide:
774 UI/ml; Sorologias para hepatites B e C não
reagentes; BK negativas (3 amostras). Exame de fezes
negativos. Avaliação hematológica
pesquisa de mutação do gene da pró-trombina
negativa, fator V do Leiden negativo. Homocisteína
negativo; Doppler arterial de membros inferiores, que
mostrava oclusão da artéria tibial posterior
esquerda com oclusão do 1/3 proximal médio,
oclusão de artéria pediosa esquerda na
sua origem; Biópsia Muscular: Miopatia inflamatória
eosinofílica; Biópsia de Medula Óssea:
Medula celular normocelular para a idade, com eosinofílica
discreta. Optou-se em usar pulsoterapia de metilprednisolona
1.0 g EV, e mantê-la com 40 mg de prednisona VO/dia.
Paciente com alta hospitalar usando ácido acedeu.l
salicílico 100 mg/d, Ticlopidina 250 mg/d, warfarin
5mg/d, diltiazem 90mg/d. Atualmente está anticoagulada,
em redução de corticoterapia, em companhamento
no ambulatório.
Discussão:
Deve-se lembrar da dificuldade de diagnóstico
em patologias não comuns, como a enfatizada.
Discutiremos os aspectos clínicos, laboratoriais,
histopatológicos, diagnósticos por imagem
do caso acima.
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