PO
394 (RE0673)
PREVALÊNCIA
DAS MANIFESTAÇÕES NEUROPSIQUIÁTRICAS
EM PACIENTES COM LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO
C.M.C.G. Nunes: B.P. Borjaille; L.R. Brandão;
N.C. Araújo; T.M. Hasegawa; W.H. Chahade
Hospital
do Servidor Público Estadual "Francisco
Morato de Oliveira" - São Paulo - SP
Introdução:
O envolvimento do sistema nervoso é uma das
mais potencialmente graves manifestações
do lúpus eritematoso sistêmico (LES) e
envolve uma ampla variedade de manifestações
neurológicas e psiquiátricas, ocorrendo
entre 25% a 70% dos casos,
Constituindo importante causa de morbimortalidade.
Objeto:
Determinar a prevalência das manifestações
neuropsiquiátricas através da aplicação
dos critérios do Colégio Americano de
Reumatologia (ACR).
Material
e Métodos: Foi realizado um estudo retrospectivo
em 137 pacientes com diagnóstico LES em acompanhamento
no Serviço de Reumatologia do Hospital do Servidor
Público Estadual de São Paulo, que preencham
critérios do ACR para classificação
de LES. As síndromes neuropsiquiátricas
foram definidas utilizando os critérios do ACR
(1999), que incluem: meningite asséptica, acidente
vascular cerebral (AVC), síndrome desmielinizante,
cefaléia, coréia, mielopatia, convulsão,
confusão mental, ansiedade, distúrbios
cognitivos, distúrbios do humor, psicose, síndrome
de Guillain Barré, desordens autonômicas,
mononeuropatia, miastenia gravis, neuropatia de nervos
cranianos, plexopatia e polineuropatia.
A pesquisa dos anticorpos anticardiolipina foi realizada
pelo método de ELISA e o anti SM pelo método
de hemaglutinação.
Resultado:
Dos 137 pacientes com LES, 27 (19,7%) apresentaram manifestações
neuropsiquiátricas. A média de tempo da
doença foi de 12,7 anos (1 a 24 anos) e a média
de idade no início do diagnóstico foi
de 33,6 anos (16 a 57 anos). As manifestações
encontradas foram: psicose 9 (33,3%), convulsão
7 (25,9%), cefaléia 6 (22,2%), depressão
5 (18,5%), acidente vascular cerebral isquêmico
4 (14,8%), estado confusional agudo 3 (11,1%), ansiedade
3 (11,1%), ataque isquêmico transitório
2 (7,4%), polineuropatia 1 (3,7%), distúrbio
cognitivo 1 (3,7%) e mielopatia 1 (3,7%). Treze pacientes
(48%) tiveram mais de uma manifestação
neuropsiquiátrica. O anticorpo anticardiolipina
IgG foi positivo em 4 pacientes (19,04%). Todos apresentaram
anticorpo anticardiolipina IgM negativo. O anticorpo
anti SM foi positivo em 7 pacientes (25,9%).
Conclusão:
No nosso estudo, as manifestações
neuropsiquiátricas mais encontradas foram psicose,
convulsão e cefaléia. Observamos uma grande
variação na freqüência de tais
manifestações na literatura atual e salientamos
a importância de propedêutica amada para
o diagnóstico dessas síndromes, que têm
uma evolução menos favorável que
outras.
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