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Novidades Científicas

PO 206 (RE0348)

PERFIL DA POPULAÇÃO DO SEXO MASCULINO AVALIADA POR DENSITOMETRIA ÓSSEA

V.B.Narciso: L.J.Amorim; C.M.C.G. Nunes; E.Azevedo; J.R. Anijar; W.H. Chahade

Hospital do Servidor Público Estadual "Francisco Morato de Oliveira" - São Paulo - SP

Introdução: Osteoporose (OP) é uma desordem esquelética sistêmica, assintomática cuja prevalência aumenta com a idade e acomete tanto mulheres quanto homens. Os homens perdem densidade mineral óssea numa velocidade superior a 1%/ano e as taxas de morbidade e mortalidade pós-fraturas são superiores no sexo masculino quando comparadas às mulheres. Até recentemente a OP nos homens recebia menos atenção e pouco se sabe sobre sua real prevalência, os fatores que contribuem para a perda óssea e para o risco de fraturas nesta população.

Objetivo: Descrever o perfil da população do sexo masculino encaminhada para realização de densitometria óssea no período de março a novembro de 2003, dando ênfase aos dados: idade, etnia, índice de massa corpórea (IMC), fatores de risco para osteoporose e densidade mineral óssea.

Material e Métodos: Foi realizado um estudo descrito de 200 pacientes do sexo masculino submetidos a densitometria óssea no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo - Francisco Morato de Oliveira (HSPE-FMO), no período de março a novembro de 2003, em aparelho de dupla emissão de raios -X (LUNAR DPX-L). Dos 200 pacientes, 120 foram constatados através de inquérito via telefone que constava de: identificação, data da observação, idade, etnia, endereço da residência, perfil social fatores de risco e resultado da densitometria óssea. Dentre os fatores de risco foram avaliados: etilismo (consumo de 2 ou mais doses de bebida destilada ou duas cervejas/dia), tabagismo atual, história familiar de osteoporose com e sem fratura, uso de corticosteróides (dose equivalente a ³7,5mg/d de prednisona), fratura atraumática ou a pequenos traumas, insuficiência renal crônica (IRC), hanseníase, transplante de órgãos ou tecidos, colagenoses, tireoidopatias, hiperpratireoidismo, hipogonadismo, gastrectomia prévia, imobilização prolongada e uso de fármacos osteopenizantes. Os valores da densitometria óssea e o IMC foram coletados do banco de dados do setor de densitometria óssea do Serviço de Radiologia do HSPE-FMO.

Resultados: Dos 120 homens avaliados, 87 (72,5) eram brancos, 14 (11,7%) eram negros, 13 (10,8%) eram pardos e 06 (5%) eram asiáticos. Quarenta e dois pacientes (35%) apresentaram OP, 45 (37,5%) apresentaram osteopenia e 33 (27,5%) apresentaram densitometria óssea dentro do valor da normalidade. A idade média foi de 72,82 anos (mínimo de 40 e máximo de 96 anos). O IMC médio foi de 25,36 (mínimo de 16,90 e máximo de 41,40). O número de fatores de risco presentes variou de 0 a 5 com uma média de 1,23. Sua prevalência foi: tabagismo 33 (27,5%), etilismo 22 (18%), corticoterapia 21 (17,5%), história familiar de osteoporose com ou sem fratura IRC 10 (8,3%), fármacos osteopenizantes 6 (5%), colagenoses 5 (4,2%), gastrectomia prévia 2 (1,7%), imobilização prolongada 2 (1,7%), hiperparatireoidismo 1 (0,8%), hipogoadismo 1 (0,8%). Não foram encontrados casos de hanseníase e transplante de órgãos e tecidos.

Conclusão: A OP no sexo masculino não é rara e merece atenção no nosso meio. O diagnóstico e a identificação dos homens com fatores de risco para fraturas pode auxiliar os esforços preventivos e o tratamento precoce minimizando complicações da doença.

 

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