PO 389 (RE0958)
CORRELAÇÃO
ENTRE IDADE E ESTADO FUNCIONAL APÓS FRATURA DE
COLO DE FÊMUR
D.B.
Pereira; J.L.A. Amaral; T.M. Hasegawa; E. Azevedo; J.R.
Anijar; W.H.Chahade
Hospital
do Servidor Público Estadual "Francisco
Morato de Oliveira" - São Paulo - SP
Introdução:
As fraturas de colo de fêmur são comuns
entre os idosos. Aproximadamente 24% dos pacientes morrem
durante o ano subseqüente à fratura. O riso
de morte está relacionado com a idade, alterações
cognitivas e funcionais, complicações
pós-operatórias e com as co-morbidades
que precedem a fratura. Entre os sobreviventes, há
uma substancial morbidade. As taxas de readmissão
hospitalar podem chegar a 40% e são maiores entre
os pacientes com complicações pós-operatórias.
Após o evento observa-se importante redução
da densidade mineral óssea (DMO), força
e massa muscular o que, por si só, propicia um
elevado índice de incapacidade funcional a longo
prazo. Pacientes mais idosos, aqueles que necessitam
de hospitalização prolongada, que apresentam
alteração cognitiva ou desordem afetiva
e aqueles com contato social limitado são os
que, menos provalvemente, recuperarão a função.
Objetivo:
Avaliar a correlação entre a idade e o
estado funcional - morbidade e mortalidade após
01 ano da fratura do colo do fêmur em pacientes
do Hospital do Servidor Público Estadual de São
Paulo - "Francisco Morato de Oliveira" (HSPE-FMO).
Materiais
e Métodos: Foram selecionados 120 pacientes
que apresentaram fratura do colo do fêmur no ano
de 2002 atendidos no HSPE-FMO. Dos 120 pacientes, 73
foram contatados através de inquérito
via telefone que constava de: identificação;
idade e data de ocorrência da fratura; sexo; causa
de fratura; tipo de tratamento realizado (clínico
ou cirúrgico); tempo de permanência hospitalar;
conhecimento sobre diagnóstico e/ou tratamento
anterior para OP; tratamento específico para
OP e capacidade funcional após 01 ano da fratura;
e necessidade de internação hospitalar
posterior ao evento. A idade dos pacientes foi dividida
em faixas: até 70 anos, 70-90 e > 90 anos;
e o estado funcional em recuperação total
do estado pré-fratura; recuperação
parcial (incluindo necessidade permanente de órteses
e admissões em instituições assistenciais),
e óbito.
Resultados:
Dos 73 pacientes avaliados, 17(23,29%) tinham idade
até 70 anos, 50 (68,50%) estavam entre 70 a 90
anos, e 6 (8,22%) tinham mais de 90 anos. Houve um total
geral de 23 (31,5%) óbitos sendo que a maioria
dos óbitos 21 pacientes (91,3%) ocorreu nos pacientes
mais idosos (acima de 70 anos). A recuperação
funcional total do estado pré-fratura foi observado
sobretudo nos pacientes mais jovens - < 70 anos -
10 (58,8%). Em todos os pacientes sobreviventes com
idade superior a 90 anos (66,67%) observamos algum grau
de incapacidade funcional.
Conclusão:
Embora se considere que a fratura de colo de fêmur
esteja associada a efeitos sociais, psicológicos
e físicos deletérios, existem relativamente
poucas pesquisas a cerca do estado funcional e qualidade
de vida subseqüente ao evento. Nossos resultados
sugerem que o impacto da fratura é substancial
e do longa duração; que a perda de função
é comum entre os sobreviventes e que os mais
idosos são o grupo risco para déficits
permanentes na recuperação do estado funcional
pré-fratura.
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