PO 233 (RE0364)
LÚPUS
ERITEMATOSO SISTÊMICO: UM ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO
E CLÍNICO-LABORATORIAL
M.N.Marques;
T.M.Hasegawa; N.C.Araújo; J.C.M. Szajubok; R.M.M.
Ramalho;W.H.Chahade
Hospital
do Servidor Público Estadual"Francisco Morato
de Oliveira" - São Paulo - SP
Introdução:
O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é
uma doença inflamatória crônica,
auto-imune, de etiologia desconhecida, caracterizado
por um grande espectro de manifestações
clínico-laboratoriais, com curso e prognóstico
variáveis. Segundo os critérios de classificação
do Colégio Americano de Reumatologia (ACR/99)
para LES, são necessários quatro dos onze
critérios, durante qualquer intervalo de observação,
para identificar um possível portador de LES.
Objetivo:
Descrever as características epidemiológicas
e clínico-laboratoriais em 137 pacientes em LES.
Material
e Métodos: Foi realizado um estudo retrospectivo
em 137 pacientes com diagnóstico de LES em acompanhamento
no serviço de Reumatologia do HSPE-FMO, que apresentaram
época da doença, com levantamento de dados
epidemiológicos e clínico-laboratoriais,
com curso e prognóstico-variáveis. Segundo
os critérios de classificação do
Colégio Americano de Reumatologia (ACR/99) para
LES, são necessárias quatro dos onze critérios,
durante qualquer intervalo de observação,
para identificar um possível portador de LES.
Objetivos:
Descrever as características epidemiológicas
e clínico-laboratoriais em 137 pacientes com
LES.
Material
e Métodos: Foi realizado um estudo retrospectivo
em 137 pacientes com diagnóstico pelo menos quatro
dos onze critérios revisados do ACR para classificação
do LLES em alguma época da doença, com
levantamento de dados epidemiológicos e clínico-laboratoriais.
Resultados:
Dos 137 pacientes avaliados, 133 (97%) eram do sexo
feminino e 4 (2,9%) do sexo masculino, com uma relação
mulher/homem de 33:1. A média de idade no início
do diagnóstico foi de 35,2 anos (14-65 anos)
e a média de tempo de doença foi de 12,4
anos (1 mês-49 anos). Quando à raça,
99(72,3%) eram brancos, 32 (23,3%) negros, 6(4,4%) pardos
e nenhuma asiático. Em relação
ao estado civil, 45 (32,9%) eram solteiros, 74 (54%)
casados, 2(1,4%) com união estável, 6(4,4%)
viúvos e 10 (7,3%) divorciados. Para os critérios
de (79,6%), fotossensibilidae 81 (59,,,1%), eritema
malar 73 (53,3%), comprometimento hematológico
69 (50,4%), comprometimento renal 49(35,8%), serosite
31 (22,6%), anticorpo(14,6%), comprometimento neurológico
17 (12,4%) e anti-DNA 16 (11,6%).
Conclusões:
Nosso estudo demonstra que a expressão clínico-laboratorial
do LES nos pacientes colabora com dados da literatura.
Quando ao levantamento epidemiológico, a relação
entre sexos feninino/masculino encontrada foi de 33.1;
discordando da maioria dos dados da literatura (5,4-13,6:1).
Em relação às raças, a literatura
(5.4- 13.6.1). Em relaçãoo às raças,
a literatura evidência para prevalência
maior e negros e asiáticos, porém, em
nosso estudo, encontramos predomínio nos brancos
e nenhum dos nossos pacientes era asiático.
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