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Novidades Científicas

 

Trabalhos apresentados no Congresso  Brasileiro de Reumatologia  em Campinas em 2006 pelo Serviço do HSPE

2) LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO, AMILOIDOSE CUTÂNEA, PROLACTINOMA E TIREOIDITE DE HASHIMOTO: UMA ASSOCIAÇÃO RARA – RELATO DE CASO

Souto L, Daolio L, Steinbaum DS, Giannini Macedo C, Panato CS, Araújo NC, Chahade WH – Serviço de Reumatologia do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo

O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença inflamatória auto-imune de etiologia desconhecida com envolvimento sistêmico. É caracterizado pela presença de auto-anticorpos dirigidos, principalmente, contra antígenos nucleares. A amiloidose compreende um conjunto de doença caracterizado por depósitos fibrilares, geralmente, extracelulares que podem comprometer o funcionamento do órgão afetado. Pode ocorrer de forma sistêmica ou localizada, podendo ser primária ou secundária. A tireoidite de Hashimoto é uma doença inflamatória crônica auto-imune caracterizada pela presença de anticorpos específicos. A substituição do parênquima tireoídeano por linfócitos ou tecido fibroso leva ao desenvolvimento de hipotireoidismo. Os prolactinomas são os adenomas hipofisários mais comuns, estando associados a irregularidades menstruais e galactorréia. Os autores  descrevem o caso de MLCC, 51 anos, do sexo feminino, em acompanhamento, desde 1988, pelo Serviço de Endocrinologia do Serviço de Reumatologia do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo – Francisco Morato Oliveira (HSPE_FMO) por irregularidade menstrual e galactorréia, diagnosticadas como prolactinoma. Fez tratamento com bromocriptina até 2004 e, desde esta época, está usando carbegolina. Em 1990, desenvolveu hipotireoidismo devido à tireoidite de Hashimoto,  com TSH 3,7; T4 5,7 e anticorpos anti TPO 26,7. Atualmente está em uso de levotiroxina. Em 2000, notou o aparecimento de máculas eritematosas na região malar e manchas hipercrônicas no dorso, sendo realizadas biópsias de pele em 2004 positivas para a coloração vermelho-congo. Um ano após, apresentou febre, perda de peso, alopecia e artrite migratória. Foi internada por sangramento digestivo secundário ao uso irregular de diclofenaco. Durante a investigação foi encontrado anemia com HB: 9,7mg/dl, HTt: 30,6% e Coombs negativo, leucócitos: 24101/6400, anti-La 1/800, anti-RNP 1/2200, antiSm 1/800 e anti-DNA 1/160. Foi feito diagnóstico LES, segundo os critérios de classificação do American College of Rheumatology (ACR), de 1997. A paciente foi encaminhada ao Serviço de Reumatologia do HSPE-FMO, onde segue em acompanhamento, atualmente em uso de prednisona 30 mg/dia e difosfato de cloroquina 250 mg/dia.


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