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Novidades Científicas

PO 395 (RE0678)

FASCIÍTE EOSINOFÍLICA: RELATO DE CASO

L.R.Brandão; B.P. Borjaille, R.F. Rosa; J.A. Fernandes; S.F. Antônio; W.H. Chahade

Hospital do Servidor Público Estadual "Francisco Morato de Oliveira" - São Paulo - SP

Introdução: Fasciíte Eosinofilica foi descrita inicialmente por Schulman em 1974. É um distúrbio do tecido conjuntivo de etiologia desconhecida. Ocorre geralmente em adultos jovens, no entanto, pode ser observada em crianças e idosos. É descrita em associação à Esclerodermia e síndromes relacionadas à Esclerodermia, mas em contraste, os pacientes não tem Fenômeno de Raynaud e tem capilaroscopia ungueal normal. Os sintomas desenvolvem-se dentro de semanas ou meses, resultando em rigidez e enduração da pele e do tecido subcutâneo, com sensibilidade aumentada nas áreas envolvidas. A mudança da pele ocorre em três fases: edematosa difusa. "casca de laranja" e enduração. A eosinofilia está freqüentemente presente durante os estágios iniciais da doença, mas tende a declinar na fase mais tardia. O grau de eosinofilia não está fortemente relacionado à atividade da doença.

Relato de Caso: C.A.R.G., 23 anos, branca feminina, solteira, natural e procedente de São Paulo, operadora de telemarketing.
Paciente evoluindo há seis meses com rigidez progressiva em mãos, acompanhada de mudança na coloração (palidez, rubor e cianose), espessamento de pele em membros superiores e inferiores. Refere neste período artralgiais em joelhos, punhos e tornozelos. Nega febre, tosse, alterações intestinais ou urinárias. Emagrecimento de três quilos neste período.
O exame físico apresentava-se normal, exceto pelo espessamento de pele em membros superiores (distal) e membros inferiores, com aspecto de "casca de laranja". Os exames laboratoriais de março de 2004 mostravam uma eosinofilia relativa de 20%. Realizado biópsia de pele em antebraço que demonstrou fragmentos de pele exibindo discreta fibrose na derme papilar local, septo subcutâneo espassado e reação inflamatória predominantemente septal associada, que se estende para dentro dos lóbulos. Foi iniciado tratamento com prednisona 20mg;dia, colchicina 1mg;dia e metotrexate 10mg/semana.

Discussão: Ressaltamos a importância de pensarmos em Fasciíte Eosinofílica no diagnóstico diferencial de pacientes que apresentam espessamento da pele e presença de eosinofilia. Serão apresentados aspectos clínicos, etiológicos, laboratoriais, histopatológicos e revisão terapêutica. Apresentação de fotos mostrando alterações dermatológicas e anátomo-patológicas.

 

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