PO
399 (RE0699)
PREVALÊNCIA
DE FORMAS CLÍNICAS DA ESCLEROSE SISTÊMICA
B.P.
Borjaille: L.R. Brandão, C.M.C.G. Nunes; M.N.
Marques; J.C.M. Szajubok; W.H. Chahade
Hospital
do Servidor Público Estadual "Francisco
Morato de Oliveira" - São Paulo - SP
Introdução:
A esclerose sistêmica (ES) é uma doença
caracterizada por anormalidades estruturais e funcionais
de pequenos vasos sangüíneos, fibrose da
pele e órgãos, com alteração
do sistema imunológico. A incidência nos
Estados Unidos (EUA) é de aproximadamente 19
casos por milhão ao ano, com prevalência
de 19 a 75 casos por 100 mil habitantes. Até
o momento, não temos os dados na nossa população.
Objetivo:
Determinar a prevalência das formas de ES dos
pacientes em acompanhamento no Serviço de Reumatologia
do HSPE, que preenchiam os critérios do ACR.
A ES é classificada nas formas cutâneo
difusa, presente no tronco, face, pescoço e extremidades.
Na forma limitada, o espasssamento restringe-se à
região distal do cotovelo, joelho, face e pescoço;
com destaque para a forma CREST (calcinose, Raynaud,
acometimento esofágico, esclerodactilia e telangiectasia).
Na superposição ocorre associação
com LES, artrite reumatóide ou com ES. Determinamos
a forma de apresentação clínica
através da anamnese, exame físico e exames
complementares, dentre os quais citamos imunológico,
radiológico média de idade 59,47 anos
(22 a 85 anos), sendo que a média do início
da doença foi de 45,61 anos (14 a 76 anos) e
pacientes (7,8%) eram do sexo masculino e 35 (92,1%)
feminino. Dentre as formas clínicas encontradas,
16 (42,1%) eram da difusa, 20(52,6%) limitada e 2(5,2%)
superposição, em associação
à artrite reumatóide e polimiosite.
Conclusão:
Nos pacientes com ES acompanhados em nosso Serviço,
encontramos, 16 ( 42,1% ) com a forma difusa e 52,6%
limitada. Citaremos a porcentagem encontrada na literatura
das formas difusa e limitada, respectivamente: EUA 50/85,
Àfrica do Sul 65/29, Itália 10/90 e Grécia
45/49.
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