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Novidades Científicas

PO 400 (RE0703)

LESÃO DISCÓIDE NO LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO ESTUDEO DE 137 PACIENTES

J.L.A.Amaral; D.B. Pereira; L.J. Amorim; N.C. Araújo; J.C.M. Szajubok; W.H. Chahade

Hospital do Servidor Público Estadual "Francisco Morato de Oliveira" - São Paulo - SP

Introdução: A Lesão Discóide acomete principalmente mulheres, na faixa etária de 40 anos. Têm-se como objetivos melhorar a aparência da lesão cutânea, evitar deformidades assegurar um bom prognóstico e o seguimento da doença deve ser feito, visto que a progressão para Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) pode ocorrer em porcentagens que variam de 2 a 20% dos casos, sendo isto mais freqüenta na forma generalizada do Lúpus Eritematoso Discóide.

Objetivo: Relatar a prevalência da lesão discóide em pacientes com LRES, acompanhados ao serviço de Reumatologia do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE-SP), destacando a freqüência de lesão discóide no LES ou o seu aparecimento durante a evolução da doença.

Materiais e Métodos: Este estudo avaliou, retrospectivamente, 137 pacientes lúpicos, segundo critérios do Colégio Americano de Reumatologia (A.C.R.), acompanhados pelo nosso serviço, demonstrando a freqüência desses pacientes com lesão discóide, como critério de LES, avaliando quanto ao tempo médio de doença, idade média de aparecimento da lesão discóide e quantos desses pacientes com Lesão Discópide progrediram para forma sistêmica.

Resultados: Verificou-se que 13 pacientes (9,5%) dentre os 137 que apresentavam LES, tinham lesão discóide como critério diagnóstico. Desses 13 pacientes, 11 (84,6%) eram da raça branca e 100% do sexo feminino. O tempo médio de LES foi de 15 anos (1 a 44 anos), idad4e média do aparecimento da lesão discóide foi de 31 anos (7-47 anos). È importante ressaltar que 76,9% dos pacientes iniciou o quadro de LES com Lesão Discóide, e que 23,1\% apresentaram Lesão Discóide com posterior sistematização.

Conclusão: Os achados encontrados a respeito da freqüência da Lesão Discóide no LES, como manifestação inicial da doença, e de sua sistematização foram compatíveis com literatura médica, sendo importante portanto o seguimento desta lesão pois é considerável a porcentagem de evolução para LES, como foi mostrado em nosso estudo.

 

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