PO 378 (RE0709)
SEGUIMENTO
DE 73 PACIENTES PÓS-FRATURA DE COLO DE FÊMUR
J.L.A.
Amaral: D.B. Pereira; T.M. Hasegawa; A.I. Uehbe; E.Azevedo;
W.H. Chahade
Hospital
do Servidor Público Estadual "Francisco
Morato de Oliveira" - São Paulo - SP
Introdução:
Estima-se que 1,2 a 1,3 milhões de fraturas
são anualmente atribuídas à osteoporose
(OP). O risco de fraturar depende, entre outras coisas,
da densidade mineral óssea e aumenta com a expectativa
de vida. No Brasil, um estudo mostrou uma incidência
de fraturas de quadril de 202,0 em 1000.000 mulheres
acima de 50 anos e de 104,7 em 100.000 mulheres acima
de 50 anos e de 104,7 em 100.000 homens acima de 50
anos. Há um significante impacto na qualidade
de vida de um idoso que apresenta fratura de quadril.
Estudos mostram que 12 a 20% dos pacientes idosos fraturados
morrem no primeiro ano após a fratura. Aproximadamente
metade dos casos necessita de cuidados assistenciais
por tempo prolongado e somente um pequeno percentagem
retorna ao seu estado funcional pré-fratura.
Objetivo:
Avaliar o perfil e a evolução (após
o mínimo de 12 meses), de 73 pacientes que apresentam
fratura de colo de fêmur no ano de 2002 dando
ênfase à capacidade funcional atual.
Materiais
e Métodos: Foram selecionados 120 pacientes
que apresentaram fratura do colo do fêmur no ano
de 2002, atendidos nos Serviços de Ortopedia
Geriatria, Cirurgia Geral ou Clínica Médica
do Hospital do Servidor Público Estadual de São
Paulo - Francisco Morato de Oliveira (HSPE-FMO). Dos
120 pacientes, 73 foram contatados através de
inquérito via telefone que constava de identificação:
idade e data de ocorrência da fratura: sexo; causa
da fratura: tipo de tratamento realizado (clínico
ou cirúrgico): tempo de permanência hospitalar:
conhecimento sobre diagnóstico e tratamento anterior
para OP; tratamento específico para OP e capacidade
funcional após 01 ano da fratura; e necessidade
de internação hospitalar posterior ao
evento.
Resultados:
Dos 73 pacientes avaliados, 64 (87,7%) foram do
sexo feminino, com uma média de idade de 77,9
anos. Em relação à causa da fratura,
a queda da própria altura ocorreu em 61 (83,3%)
pacientes. O tratamento cirúrgico foi realizado
em 82,2% dos casos com uma média de permanência
no hospital de 17,4 dias. A maioria dos pacientes (82,2%)
desconhecia apresentar OP antes da fratura e 87,7% jamais
havia realizado qualquer tipo e terapia para a doença.
Após 01 ano do evento, o número de óbitos
foi de 23 (31,5%), 14 pacientes (19,2%) apresentavam-se
totalmente restabelecidos (100% da capacidade funcional
pré-fratura), e 49,3% evoluíram com algum
grau de incapacidade funcional. Apenas 42,5% dos casos
foram encaminhados para avaliação de causas
secundárias e tratamento especializado para OP.
Quatro pacientes (5,5%) permanecem internados em casas
de repouso e 47,9% necessitaram de pelo menos 01 internação
hospitalar após a fratura.
Conclusão:
A população estudada apresentou morbidade
e mortalidade similar àquela descrita na literatura.
Especial relevância deve ser dada à ausência
de diagnóstico e tratamento para OP previamente
à fratura, bem como à limitada interferência
especializada durante o seguimento. Estes dados colaboram
a necessidade de medidas educacionais, preventivas,
diagnosticadas e de tratamento precoce com o intuito
de minimizar as complicações da doença.
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