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Editorial
Editorial

O paradigma dos avanços terapêuticos na doença reumatóide (DRe) artrite reumatóide (ARe)

Na última década, o estabelecimento de novas bases terapêuticas para tratar a artrite reumatóide (ARe) tem resultado em melhora significativa no controle evolutivo da enfermidade, a ponto de alcançarmos certo "estado de remissão" clínico e laboratorial, em boa parte de nossos pacientes, desde que mantidos sob tratamento, geralmente contínuo, com fármacos considerados modificadores ou controladores da DRe (DMARDs ou DCARTs).
A DRe diminui a sobrevida e a qualidade de vida, principalmente quando acompanhada de baixo nível socioeconômico e educacional e de estresse psicossocial. A presença de fator reumatóide IgM, de erosões ósseas e cartilaginosas, de altos níveis de VHS e de proteína C-reativa e do HLA-DR4 (DRb1) parecem conferir à doença má evolução, levando muitos especialistas a optarem por um tratamento mais intensivo. Tem sido evidenciado que o atendimento precoce pelo reumatologista melhora a sensibilidade e a especificidade do diagnóstico e do correto estadiamento.
A certeza de que temos de tratar a doença logo que ela se inicia ou é diagnosticada parece estar bem estabelecida; porém, qual a planificação terapêutica mais adequada? Ainda não temos resposta com convicção consensual: monoterapia com DMARD?, terapêutica combinada com vários fármacos?, uso de medicamentos biológicos em associação já nas fases iniciais?(3); todas estas possibilidades necessitam ainda de resultados concretos, obtidos através de amplos e prolongados estudos, com número maior de pacientes randomizados em protocolos bem elaborados, que não nos permitam suspeitas ou dúvidas.
Indagações sobre quais marcadores clínicos, laboratoriais e/ou genéticos, e em que subgrupos de pacientes, podem auxiliar na identificação de grupo responsivo a determinado procedimento terapêutico, considerado o mais benéfico, ainda necessitam de definitivas evidências.
Uma revisão seqüencial da literatura corrente, vai propor-nos diversas formas de iniciar a abordagem medicamentosa em nossos enfermos reumatóides, nas fases mais precoces de sua instalação, com um ou mais dos seguintes fármacos: antimaláricos, metotrexate, ouro parenteral, sulfassalazina, leflunomida, ciclosporina A, etanercept, infliximab (estes últimos são agentes biológicos anti-TNFa), minociclina (ainda em fase experimental), entre outros, e a combinação de dois ou três destes DMARDs com doses baixas de corticosteróides, freqüentemente associados a antiinflamatórios não hormonais de menor toxicidade; além desses, contamos com o primeiro método/engenho aprovado para a DRe – a coluna Prosorba(1,2,4). A nossa experiência clínica, acompanhada daquelas de um bom número de especialistas, concordam que o metotrexate e a leflunomida têm mostrado respostas satisfatórias, principalmente o primeiro que já vem sendo utilizado na ARe há cerca de duas décadas; a leflunomida, por sua vez, de introdução e aprovação pelo FDA, recentemente, tem se mostrado um fármaco muito interessante.
Embora possamos ter determinadas preferências tanto na monoterapia como na forma combinada, não podemos afiançar, de forma definitiva, que um determinado tratamento é considerado o melhor para controlar

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