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Editorial


o enfermo reumatóide a longo prazo; os estudos com a maioria daqueles fármacos foram realizados por períodos curtos e, apenas, nos últimos anos é que começam a ser planejados para três ou cinco anos, prazo que consideramos mínimo para estabelecimento de eficácia e toxicidade na DRe.
Desse modo, ao lado de tantos avanços e opções, consideramos estar diante de fase ainda estritamente paradoxal: novos fármacos, novas proposições e associações, acompanhadas de maciça propagação pela indústria farmacêutica como promissoras; entretanto, toda prudência ainda é pouca, enquanto estivermos atrás de estudos que possam diminuir nossa inquietude e aumentar nossa confiança. Estes elementos, nos levam a especular que as investigações clínicas não devem ser apenas realizadas com orientações e metas, defendidas pelas companhias farmacêuticas ou de biotecnologia, pelas possibilidades de provocarem nítidas e incorretas interpretações ("bias")(2).
Além destes aspectos, não devemos esquecer que estas novas substâncias vêm ao mercado farmacêutico com preços extremamente altos e, portanto, não estão ao alcance da maioria de nossos doentes. Ora, de que adianta novas descobertas se elas não podem ser utilizadas pelos que delas necessitam?
Temos, ao lado das instituições ou departamentos especializados e referendados como criteriosos, ao conduzir análises críticas e ao realizar investigações clínicas idôneas, que tentar esclarecer e definir o melhor caminho que responda as nossas dúvidas e nos orientem quanto a melhor conduta terapêutica medicamentosa ou não, que deve ser proposta ao enfermo reumatóide.


Referências bibliográficas
1. Fries JF - Current treatment paradigms in rheumatoid arthritis. Rheumatol, 39(suppl.):30-35, 2000.
2. O'Dell JR - Rheumatoid arthritis: the crisis in clinical research (invited commentary). Current Rheumatology Reports, 2:1-2, 2000.
3. O'Gradaigh D, Scott DGI - Pyramids to myriads: the combination conundrum in rheumatoid arthritis. Clin Exp Rheumatol, 17:S13-S19, 1999.
4. Smolen JS, Breedveld FC, Burmester GR et al - Consensus statement on the initiation and combination of tumor necrosis factor blocking therapies in rheumatoid arthritis. Ann Rheum Dis, 59:504-5, 2000.



Rina Dalva Neubarth Giorgi

Chefe da Seção de Diagnóstico e de Terapêutica do Serviço de Reumatologia do
Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo "Francisco Morato de Oliveira"
(HSPE-FMO). Presidenta da Sociedade Paulista de Reumatologia (2000-2001).

Wiliam Habib Chahade

Diretor do Serviço de Reumatologia do HSPE-FMO. Membro-Monitor do Grupo
Científico Internacional "The bone and joint decade 2000-2010" da OMS (Genebra).

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