Menu
 • Artigos
 • Banco de Imagens
 • Cadastramento
 • Congressos e Eventos
 • Corpo Clínico
 • Fórum
 • Links
 • Novidades Científicas
 • Membros do CERIR
 • Revista de    Reumatologia
Atrite Reumatóide

TABELA 1
Critérios de classificação da DRe*(9)
1- Rigidez matinal nas articulações durando pelo menos uma hora até a recuperação completa, por no mínimo seis semanas.
2- Pelo menos três articulações com sinovite, observada pelo médico. As 14 articulações possíveis são IFP, MCF, punho, cotovelo, joelho, tornozelo e MTF direta e esquerda.
3- Sinovite em uma articulação do punho, MCF ou IFP.
4- Envolvimento simétrico das articulações citadas no item 2.
5- Nódulos subcutâneos sobre proeminências ósseas ou superfícies extensoras, observados pelo médico.
6- Fator reumatóide positivo.
7- Alterações radiológicas típicas de DRe em mãos e punhos.

* Apenas com o objetivo de classificação e não de diagnóstico individual podemos dizer que um paciente tem DRe se pelo menos quatro destes critérios estiverem presentes; os critérios de um a quatro devem estar presentes por no mínimo seis semanas; pacientes com dois critérios não devem ser imediatamente excluídos.

menos quatro dos sete critérios podem ser rotulados como portadores de doença reumatóide. Esses critérios diferenciam a DRe das outras formas de artrite com uma especificidade de 89% e uma sensibilidade de cerca de 94%(10).

A DRe também pode ser classificada de acordo com o grau de incapacidade para as atividades pessoais e ocupacionais. Em 1991, os critérios de classificação do estado funcional na DRe foram revisados pelo ACR (Tabela 2). Eles permitem uma avaliação importante do impacto da doença sobre a sensação de bem-estar do paciente, além de possibilitar um planejamento das necessidades futuras para o paciente, como, por exemplo, a necessidade de uma prótese articular(11).

Manifestações clínicas(12-17)

A forma de início da DRe é muito variável e, normalmente, não se relaciona com o prognóstico. Na maioria dos casos se inicia de forma insidiosa (60% a 70% dos casos), podendo também ter um início agudo (8% a 15%). A apresentação inicial de forma atípica acarreta, muitas vezes, confusão diagnóstica e abordagem terapêutica inadequada, principalmente quando o quadro articular não for característico. A Tabela 3 mostra algumas formas incomuns de apresentação da DRe. O curso clínico também é bastante variável, indo desde uma forma oligoarticular leve até poliarticular difusa e destrutiva, dependendo das alterações histopatológicas que ocorrem na membrana sinovial.

TABELA 2
Critérios para classificação funcional da DRe*(11)
Classe I: Completamente capaz de realizar as atividades usuais da vida diária (cuidados pessoais, ocupacionais e não ocupacionais)*
Classe II: Capaz de realizar cuidados pessoais e atividades ocupacionais, mas limitado para as atividades não ocupacionais.
Classe III: Capaz de realizar cuidados pessoais usuais, mas limitado para as atividades ocupacionais e não ocupacionais.
Classe IV: Limitado para os cuidados pessoais, ocupacionais e não ocupacionais.

*Cuidados pessoais usuais incluem vestir-se, alimentar-se, tomar banho e toalete pessoal. As atividades não ocupacionais (recreativas) e ocupacionais são de acordo com o desejo do paciente e específicas da idade e do sexo.

TABELA 3
Formas incomuns de apresentação da DRe*(12)
Síndrome do túnel do carpo
Nodulose reumatóide
Bronquiolite folicular
Artrite cricoaritenóidea
Doença trombótica
Doença trombótica Formas isoladas de tenossinovite, mono ou oligoartrite
Acometimento isolado de um órgão
Superposição com outra doença vascular/difusa do tecido conjuntivo


Caracteristicamente, o comprometimento articular ocorre de forma simétrica e evolutiva, com dor e edema de aspecto borrachóide (Figura 1), além de rigidez matinal e limitação funcional que são decorrentes da invasão e proliferação do pannus. A duração da rigidez matinal durante o dia é um bom índice para avaliar a resposta clínica à terapêutica empregada.

As articulações das mãos, especialmente as interfalangeanas proximais (IFP) e metacarpofalangeanas (MCF), são as principais articulações acometidas. Punhos, joelhos, tornozelos e pés estão geralmente envol-


Figura 1 - Aspecto clínico inicial da DRe mostrando sinovite simétrica das IFP, MCF e punhos.

voltar   home