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Febre Reumática

reumatologista no diagnóstico e no controle evolutivo da enfermidade. Radiografias seriadas do tórax são importantes para o segmento da cardite, assim como o eletrocardiograma dá orientação para avaliarmos a extensão do processo inflamatório no sistema de condução.

Na período do aparecimento da febre reumática, as culturas de orofaringe são frequentemente negativas, no entanto devemos continuar tentando isolar o estreptococo. A detecção de anticorpos, contra distintos elementos do microrganismo, é mais utilizada por várias razões: 1- eles atingem níveis significativos no início da FR; 2- suas positividades são mais compatíveis com infecção; e 3- qualquer infecção estreptocócica recente pode ser detectada pela realização de pesquisa de diferentes anticorpos. O mais utilizado na prática é a determinação do título da antiestreptolisina O (ASLO). Se negativo, poderíamos testar o anti-DNAse B, anti-DNAse, e o anti-hialuronidase. Os títulos de ASLO podem variar com a idade, estações climáticas e áreas geográficas. Títulos de 200 a 300 unidades Todd/ml são comuns em crianças sadias na idade escolar; após uma faringite estreptocócica, o pico de resposta anticórpica é alcançado em quatro a seis semanas (geralmente entre a segunda e terceira semana da FR). Os títulos do anticorpo diminuem rapidamente nos primeiros meses e, após o sexto mês, passam a cair lentamente. Como apenas 80% dos acometidos de doença reumática têm aumento dos títulos de ASLO, recomendamos a realização de outros testes para identificar outros anticorpos antiestreptocócicos quando encontramos ausência de títulos positivos para antiestreptolisina O. Não devemos nos esquecer que os anticorpos antiestreptocócicos, quando aumentados auxiliam, mas não determinam, por si só, o diagnóstico de febre reumática aguda.

Os exames laboratoriais que determinam as proteínas da fase aguda do soro ou reagentes da fase aguda estão alterados ou aumentados como ocorre em qualquer reação ou condição inflamatória. A velocidade de sedimentação eritrocitária ou de homossedimentação

(VHS) e a proteína C-reativa estão aumentadas durante a fase aguda, se não estiverem alteradas pela terapêutica empregada. A normalização destes exames por algumas semanas após a descontinuação do tratamento sugere que a agressão reumática está bem controlada, embora a atividade histológica possa jamais desaparecer(4), a não ser que apareça um ataque coréico.

Anemia normocítica e normocrômica de uma inflamação pode ocorrer durante a febre reumática aguda; em geral, não é indicada a terapia com ferro.


Referências bibliográficas

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