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Avaliação radiológica
Radiologia simples de coluna - o
diagnóstico de osteoporose na coluna
é realizado com base nas alterações
de transparência do padrão
trabecular e da morfologia dos
corpos vertebrais, reconhecendo-se
que perdas de massa óssea inferiores
a 30% não são detectadas
radiologicamente. Fatores técnicos na
realização do exame, como a
quantidade de tecido mole e a
presença de fraturas de compressão
que levam ao aumento da densidade
óssea por compactação das
trabéculas, dificultam o diagnóstico
precoce da perda óssea.
Com a progressão da perda,
alterações típicas aparecem,
ocorrendo uma diminuição do número
e espessura das trabéculas que
predominam no trabeculado
horizontal, resultando numa relativa
acentuação do trabeculado vertical.
O acunhamento e a compressão
vertebral indicam fratura do corpo
vertebral.
O acunhamento vertebral é um
achado comum na região torácica
devido à cifose normal e à
energização da vértebra na sua
porção posterior pelo arco neural e
musculatura paravertebral, além do
que, nesse local, a pressão máxima
ocorre na porção anterior das
vértebras. As vértebras bicôncavas
são particularmente encontradas na
região torácica baixa e lombar
superior, na qual a pressão do disco
ocorre contra a porção central,
menos resistente, do corpo vertebral
(Figura 1).
Absorciometria simples (SPA) - a
fóton-absorciometria simples consiste
na medida nos ossos corticais da
atenuação de um feixe de radiação
gama-monoenergético emitido por
uma fonte puntiforme externa ao
paciente. A largura do osso é
automaticamente determinada e a
quantidade mineral, em uma área
uniforme, é calculada em mg/cm3. O
coeficiente de atenuação reflete
primariamente o estado do córtex de
ossos tubulares periféricos, sendo
pouco seguro na avaliação do
conteúdo ósseo do esqueleto em
situações individuais. Seu valor
diagnóstico está limitado a algumas
doenças metabólicas(3).
Fóton-absorciometria de dupla
emissão (DPA) - basicamente esta
técnica envolve a medida da
atenuação de um feixe puntiforme de
radiação gama com dois níveis de
energia (153 Gadolineo), o que
permite a correção da contribuição
das partes moles que envolvem o
esqueleto.
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Figura 1 - Radiografia simples em perfil da coluna torácica de um paciente com osteoporose evidenciando-se múltiplas fraturas vertebrais.
Isto possibilitou o estudo
de regiões de maior interesse clínico
(coluna lombar e fêmur). Mais
recentemente a fonte de 153Gadolineo
foi substituída por uma fonte de raios
X (dual energy X-ray absorptiometry,
DEXA), o que assegura maior
reprodutibilidade, menor dose de
radiação e melhor resolução de
imagens.
Absorciometria de dupla emissão
radiológica (DEXA) - é um exame
não invasivo, de baixo custo e alta
sensibilidade, permitindo a medida de
pequenas variações da massa óssea.
Com a evolução dos equipamentos, é
possível medir a densidade mineral de
qualquer área do esqueleto.
Entretanto, tem-se reconhecido que
as duas principais regiões a serem
estudadas na avaliação de pacientes
de alto risco para desenvolvimento da
osteoporose são a coluna lombar e o
fêmur proximal(2) (Figuras 2 e 3).
A unidade de massa óssea é em
gramas de mineral, sendo a densidade
óssea expressa em g/cm2, ou seja,
densidade da área estudada. A
densidade é a unidade mais
importante do estudo e pode ser
relacionada com os padrões de
normalidade, tanto em relação a uma
população de adultos jovens (pico de
massa óssea) quanto em relação a
uma população de indivíduos normais
da mesma idade, sexo, raça e peso
do paciente (age-matched).
Tomografia computadorizada
quantitativa (QCT) - é a tecnologia
mais cara e utiliza uma dose de
radiação um pouco maior em cada
exame. Em pacientes com
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