|
As Figuras 1 e 2 mostram os mecanismos patogênicos do dano endotelial levando a isquemia tecidual.
Inicialmente, ocorre ativação plaquetária secundária, que vai liberar substâncias vasoespárticas como a 5-hidroxitriptamina (5-HT), o tromboxane A² (TXA²) e o difosfato de adenosina (ADP); o endotélio vascular ainda integro responde resistindo a estas ações, liberando prostaciclina, monoaminoxidase e óxido nítrico (NO), ao lado do catabolismo da 5-HT. O endotélio danificado não tem capacidade de reagir com estas respostas e pode liberar substâncias constritivas enérgicas, como a endotelina-1. Com a hiperplasia da íntima instalada, a contração vascular leva a uma oclusão irrefutável.
Figura 1 - Patogênese do fenômeno de Raynaud na ES.
|
Estes mecanismos estão sintetizados na Figura 3.
É provável que o fator etiológico desconhecido haja ativando o sistema imunológico e os elementos endoteliais, levando a um aumento do dano endotelial. Ocorrerá liberação de componentes plaquetários que causaram proliferação fibroblástica e aumento da síntese da matriz. Ativados os fibroblastos podem sintetizar este material, acrescentando uma "realimentação" positiva. A participação imunecelular é capaz de liberar substâncias que provocam a ativação de células mesenquimais.
As citocinas fundamentais na patogênese da esclerodermia estão demonstradas na Tabela 1.
Figura 2 - Patogênese da isquemia tecidual.
|