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dos acometidos (geralmente o terceiro, quarto e quinto) e algumas vezes dor local. Deve-se fazer diagnóstico diferencial com deformidade congênita, cicatriz pós-traumática, contratura por imobilização, contratura isquêmica de Volkman e tenossinovite.
Quiroartropatia diabética
Na quiroartropatia diabética, também chamada de síndrome da mobilidade articular limitada, ocorre um espessamento e endurecimento da pele, provocando a contratura em flexão dos dedos(1) (Figuras 1 e 2). Como resultado, o paciente tem dificuldade de opor completamente as superfícies flexoras dos dedos (sinal do orador); raramente o processo afeta grandes articulações. A pele assume uma característica esclerodérmica, mas o estudo histológico revela preservação dos anexos cutâneos(4). Ocorre em 55% dos DM tipo I e em mais de 76% dos DM tipo II(5), sendo que sua incidência está associada a duração da DM. Existe uma associação positiva com a presença de doença microvascular renal e retiniana.
Capsulite adesiva de ombros (ombro congelado)
A capsulite adesiva é uma condição relativamente comum, ocorrendo com maior freqüência nos indivíduos com DM que na população geral(6). Não esta estabelecido se sua ocorrência é relacionada com o controle glicêmico. O quadro típico é de dor e limitação dos movimentos dos ombros, principalmente rotação interna e abdução. À histologia, observa-se fibrose e espessamento capsular(7).
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Tenossinovite dos flexores dos dedos
Também conhecida como tenossinovite obliterante ou "dedo em gatilho", é um processo inflamatório e fibrótico que acomete os tendões dos flexores dos dedos e resulta em bloqueio do dedo em flexão (como em posição de "apertar um gatilho"). Em geral ao tentar estender o dedo, o paciente usa a outra mão e ocorre um estalido e dor local. A tenossinovite dos flexores é comum nas doenças ocupacionais relacionadas ao trabalho (DORT), artrite reumatóide e também na DM(8).
Síndromes relacionadas às neuropatias
A DM de longa data é freqüentemente acompanhada por neuropatia periférica, particularmente envolvendo os nervos sensoriais. Esta condição predispõe a manifestações como a artropatia de Charcot e a síndrome complexa da dor regional ou algoneurodistrofia simpático-reflexa.
Artropatia de Charcot
A artropatia de Charcot é uma artropatia destrutiva que envolve predominantemente os pés e tornozelos de pacientes como diabéticos de longa data e difícil controle glicêmico. Ocorre por seqüela direta da neuropatia diabética periférica, com perda da sensação dolorosa e da propriocepção. Como fatores agravantes temos traumas repetitivos nos membros inferiores e isquemia. A maioria dos pacientes se apresenta com edema doloroso e deformidades no pés e tornozelos (Figura 3), mas joelhos, quadris e coluna vertebral também podem estar envolvidos. A destruição óssea, freqüentemente, tem início
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