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As alterações progressivas na pirâmide populacional devido ao aumento dos subgrupos de mulheres e homens em idade mais avançada, associadas ao desenvolvimento de métodos diagnósticos mais acurados e menos onerosos, tornaram possível a identificação precoce de maior número de casos de osteoporose.
Existem atualmente consideráveis informações acerca do impacto da osteoporose sobre a saúde em geral e, conceitualmente, reconhece-se a natureza multifatorial dos fatores precipitantes das fraturas (Quadro 1)(1).
Assim, passaram a ganhar maior relevância os aspectos preventivos, tais como o estilo de vida e os padrões dietéticos, desde a infância e a adolescência até a senilidade, ao lado da procura de medidas farmacológicas eficazes de prevenção e de tratamento da patologia, objetivando-se essencialmente evitar as fraturas e suas conseqüências(2).
O tratamento da osteoporose deve compreender um conjunto de medidas que, além de modificar a massa óssea, envolvam:
A manutenção e/ou melhora das condições físicas-funcionais (mobilidade);
A orientação nutricional adequada;
O tratamento das doenças associadas e a modificação dos fatores de risco;
O controle das morbidades associadas às fraturas;
A prescrição de fármacos.
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Elaine de Azevedo
Médica assistente e responsável pelo Ambulatório de Doenças Osteometabólicas do Serviço de Reumatologia do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo "Francisco Morato de Oliveira" (HSPE-FMO). Ex-médica residente do Serviço de Reumatologia do HSPE-FMO.
Wiliam Habib Chahade
Diretor do Serviço de Reumatologia do HSPE-FMO.
Mobilidade e atividade física
A prática regular de exercícios é importante para a saúde em geral e deve ser encorajada no paciente com osteoporose.
Nos últimos 20 anos, tem-se realizado a orientação de que é saudável caminhadas, três a quatro vezes por semana com a finalidade de "manter a massa óssea", entretanto, em trabalhos recentes, os dados específicos de manutenção ou ganho ósseo com este tipo de atividade não foram contundentes. De fato, atividades de baixo impacto podem ser relativamente ineficazes em manter a massa óssea em qualquer faixa etária, exceto nas pessoas muito jovens. As atividades sem o uso de carga, o treino de equilíbrio sob a orientação de um fisioterapeuta ou professor de educação física, e a natação promovem bem-estar e aumentam a coordenação motora, podendo diminuir o risco de quedas.
As modalidades de exercícios dentro d'água (natação, hidroginástica) não devem ser indicadas isoladamente com a finalidade de melhorar a massa óssea e sim como coadjuvantes em um programa de exercícios, mais amplo e eficaz.
Treinos contra a resistência de alta intensidade e freqüência, ou exercícios com carga e impacto tais como as corridas, saltos e musculação, impõem um maior estímulo ao osso, mas acarretam um maior risco de traumas e, por conseguinte, fraturas.
De uma maneira geral, recomenda-se evitar a imobilização, mesmo por curtos períodos, enquanto que cuidados devem ser observados, nas mulheres jovens, quanto à prática excessiva de exercícios os quais poderiam
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