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provocar insuficiência gonadal, agravando a perda da massa óssea (ginástica olímpica em adolescentes).
Como não há, até o momento, um consenso em relação a qual modalidade e a freqüência de atividade física mais apropriadas para as populações de risco para osteoporose, é seguro dizer que, para os indivíduos sedentários, o estímulo a mudanças no estilo de vida com ênfase na adoção de hábitos, como as caminhadas habituais associadas a atividades que melhorem a força, flexibilidade e coordenação, são altamente recomendadas para a manutenção da saúde óssea.
Orientação nutricional
É fundamental encorajar os pacientes com osteoporose a adotarem uma dieta rica em cálcio e, quando isso não for possível, suplementar as necessidades diárias (800-1000 mg/dia para adolescentes, adultos e mulheres eumenorréicas ou sob reposição hormonal; e 1200-1500 mg/dia para mulheres menopausadas e idosos), com preparados comerciais.
O cálcio pode ser encontrado em várias fontes alimentares, especialmente no leite e seus derivados, que contêm a maior proporção de cálcio. A Tabela 1 fornece o conteúdo de cálcio de alguns alimentos(4).
As folhas verdes, embora contenham cálcio, não são boas fontes deste nutriente, pois a presença de fitato torna o cálcio insolúvel, impedindo sua absorção. Da mesma forma, o cálcio presente na casca do ovo tem sua absorção bastante reduzida e não deve ser recomendado como fonte de cálcio.
O carbonato de cálcio necessita de meio ácido para se solubilizar e ser absorvido e, por isso, recomenda-se que seja ingerido durante as refeições. Quanto mais fracionada a dose total, melhor a taxa de absorção. Sendo assim, a administração de mais de 500 mg de cálcio elementar por dose tomada é inviável.
Uma adequada exposição solar é necessária para a produção de vitamina D na pele. As fontes alimentares são escassas e os alimentos ricos nesta vitamina não fazem parte do hábito alimentar do brasileiro. Em países de latitudes extremas, costuma-se enriquecer alimentos com a vitamina D para se atingir as necessidades diárias, especialmente nos meses de inverno. No Brasil, poucos estudos se preocuparam em avaliar os níveis de vitamina D na população.
A reposição da vitamina D está indicada sobretudo para as populações de risco de sua deficiência (Tabela 2) especialmente os idosos e indivíduos institucionalizados com pouca exposição ao sol. As doses recomendadas são: 400-800UI/dia de calciferol ou 0,25-50mcg/dia dos análogos ativos como o calcitriol ou o alfacalcidol.
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Tratamento das doenças e fatores de risco associados
O tratamento das doenças associadas à osteoporose como o hipercortisonismo, a tireotoxicose, a artrite reumatóide, dentre outras, pode prevenir a progressão da desordem óssea. O uso de corticosteróides deve ser o mais breve e na menor dose possível.
Modificações no estilo de vida, com o objetivo de melhorar a saúde em geral, podem contribuir para um menor número de fraturas. Deve-se evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool.
As quedas constituem um agravo de grande importância para a população idosa, pois três quartos da mortalidade observada pós-queda ocorrem em pessoas com mais de 65 anos. Quatro fatores principais são responsáveis pelo equilíbrio postural: visão, audição, propriocepção e integração central (cerebelo). Assim, o risco para quedas pode ser minimizado, corrigindo-se déficits visuais, auditivos e as alterações neurológicas; evitando-se o uso abusivo de hipnóticos e drogas psicotrópicas; avaliando e controlando, precocemente, qualquer doença que constitua fator de risco para quedas (arritmias cardíacas, miopatias, demências etc.); e, finalmente, estimulando a prática de exercícios.
Controle das morbidades após fraturas
A mobilização precoce após a fratura deve ser prioridade.
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